O
QUE É O C.I.T. –
COLÉGIO INTERNACIONAL DOS TERAPEUTAS?
Roberto Crema
Psicólogo e antropólogo do Colégio Internacional
dos Terapeutas, analista transacional didata, criador do enfoque
da Síntese Transacional. Mentor da Formação
Holística de Base da UNIPAZ. Diretor da Holos Brasil. Educador
e autor de vários livros, entre os quais "Análise
Transacional Centrada na Pessoa", "Introdução
à visão holística" e "Saúde
e plenitude". Vice -reitor da UNIPAZ. |
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| Colégio
Internacional dos Terapeutas não forma, por isso é
preciso compreender a conexão existente entre a UNIPAZ e o C.I.T.
Nós precisamos de uma educação para a reconstrução
e formação de pessoas na abordagem transdisciplinar holística,
que neste caso é a Unipaz. Por isso, a Unipaz é
uma instituição, por que fornece diplomas. O C.I.T. é uma
rede “trans-institucional”
e é totalmente “krishnamurtiano”, por que não
tem autoridades, não tem papa... tem um coordenador, que é alguém
que cuida de um cadastro, que dá as informações
e que existe, como existia entre os Terapeutas de Alexandria, uma consideração
aos mais antigos; tanto é que no C.I.T., as pessoas mantêm
a data em que foram acolhidas, exatamente como era entre os Terapeutas
de Alexandria. Mas não é
nenhuma hierarquia, é apenas uma consideração
de que “existem pessoas que erraram mais”, que
“levaram mais tombos” e que talvez possam facilitar que
outros errem um pouco menos. Só isso! O próprio Jean-Yves
Leloup, no final do manual diz: “Eu não sou obediência
nenhuma, nem pessoal, nem profissional!” |
| O C.I.T. é um
espaço de encontro entre Terapeutas já formados, por
isso, não é possível participar do C.I.T. sem
a Unipaz, e é por isso que um dos pré-requisitos para
o C.I.T. é a formação holística de base
que atesta que a pessoa, pelo menos por três anos, refletiu
sobre um novo paradigma, integrou esse paradigma, ofereceu uma obra
prima, e que ao falar sobre abordagem transdisciplinar holística
vai saber o que está falando. Por que existem muitas pessoas
que falam de holística de forma totalmente alienada. Essa
palavra,
“holística”, foi muito desgastada: “Terapia
holística”, “Massagem holística”,
“Alimentação holística”,
“Terapeuta Holística”... as pessoas falam de holística
para tudo! Tanto é, que nós decidimos que vamos focalizar
mais agora, o transdisciplinar. Terapeuta Holístico... Ninguém é terapeuta
holístico! Isso é o mesmo que dizer que um médico
que é um médico cartesiano newtoniano! A holística
não é uma modalidade terapêutica, não
é uma filosofia, não é uma ciência, não é uma
arte, não é uma religião! |
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| A
holística é um paradigma que gera ciência, que
gera metodologias, que gera filosofias... e se esse pessoal que criou
o Conselho de Terapeutas Holísticos tivessem nos consultado
teriam feito alguma coisa um pouco mais inteligente. Eu reconheço
esse esforço e até digo que eu sou um dos que os criou,
que deu um cochilo dos corporativismos que levou que esse pessoal
falasse de um conselho geral de terapeutas holísticos. Esse é um
ponto interessante que eu acho que eles conseguiram abrir um espaço.
Agora, eu espero que essa palavra “terapeuta” não
pertença a nenhum conselho, por que essa palavra “terapeuta”
veio do deserto e não pertence a nenhuma categoria: nem de médicos,
nem de psicólogos, nem de educadores e nem de terapeutas holísticos.
Se você faz parte, basta colocar em seu cartãozinho: “Terapeuta
com abordagem holística”. Aí, tudo bem! Você tem
uma abordagem holística, por que aí
é mostrar uma certa fragilidade de inconsistência! Nós
não estamos articulando a holística como uma terapia
pois isso seria uma miséria! Nós estamos articulando
a holística como um novo paradigma que vai facilitar a emergência
de novos terapeutas, de novos educadores, de novos sacerdotes, de novos
artistas... |
| Então, a Formação
Holística de Base é para que uma pessoa que se dirija
ao C.I.T. possa honrar essa palavra “holística”!
Possa saber do que está falando e sustentar no meio acadêmico
o que vem a ser a transdisciplinariedade!
É uma exigência mínima, portanto, aquele que estiver
participando da Formação Holística de Base, não
tenha pressa de chegar ao C.I.T., por que já está no
caminho. Quando essa pessoa terminar a formação holística
de base e se esse desejo persistir... se a pessoa for um terapeuta “esquisito”,
(que em italiano quer dizer aquilo que é belo), procure também
por um “terapeuta esquisito” que já faça
parte do C.I.T., apresente a sua “esquisitice”
através de uma carta, através de uma obra prima e apresente
o seu desejo! Se esse terapeuta tiver disponibilidade para te acompanhar,
por que na medida em que esse terapeuta aceita o seu desejo,você se
faz “terapeuta aspirante”
e ele se faz “terapeuta acompanhante” do seu processo.
E esse acompanhamento se fará num período nunca menor
que um ano. Durante um ano, encontros periódicos acontecendo
entre você, como terapeuta aspirante, com o seu terapeuta acompanhante. |

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O
que nos une no C.I.T. são dez orientações
maiores sobre antropologia antropologia, ética, silêncio,
estudo, generosidade, reciclagem, reconhecimento, anamnese essencial,
despertar da presença, fraternidade:
- Antropologia holística, que é também
uma ontoInternacionalogia e cosmologia, implicando no reconhecimento
da tríplice condição existencial, físico-psíquico-consciencial,
atravessada pelo mistério do Ser;
- Ética da benção
e do respeito à inteireza, jamais reduzindo o ser humano
a um rótulo, também cuidando, nele, daquilo que
não é doente, a partir do qual uma dinâmica
de cura é ativada;
- Prática diária meditativa
do silêncio, visando a centralidade e abertura à transcendência;
- Prática diária do estudo
dos textos contemporâneos e os da sabedoria perene, visando
uma permanente atualização;
- Prática diária da gratuidade,
para o exercício da solidariedade, do serviço
desapegado ao outro, à sociedade, ao universo;
- Reciclagem, um compromisso de vivenciar,
anualmente, um tempo-espaço de recolhimento para uma
revisão, reflexiva e meditativa, do processo de individuação;
- Reconhecimento da necessidade de ser
acompanhado por uma escuta terapêutica, evitando o risco
da inflação egóica do julgar-se pronto,
estancando o processo contínuo de aprendizagem e aperfeiçoamento;
- Anamnese essencial, através de
registros sistemáticos das vivências, no estado
de vigília e no onírico, que evidenciam a presença
numinosa do Ser, na existência cotidiana;
- O despertar da Presença, a tarefa
de lembrar o que realmente somos, o Ser que nos funda e informa,
através da respiração, da invocação,
ou da atenção plena ao instante;
- A fraternidade, através de um
ritmo de encontros para a sinergia, o estudo partilhado, a
comunhão meditativa.
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| Isso pode ser encontrado na introdução
do livro “Antigos e Novos Terapeutas”. Depois desse período
de um ano de acompanhamento, quando o terapeuta acompanhante e o
aspirante, considerarem ambos que a pessoa está pronta, para
receber o acolhimento, então, o terapeuta acompanhante escreverá
uma carta para o coordenador da América do Sul, e então,
uma Casa será indicada. O que é uma Casa? O C.I.T. é concebido
assim: quando existir quatro terapeutas e um terapeuta coordenador
numa região, então há uma Casa de Terapeutas,
aonde eles vão se reunir periodicamente para praticarem a fraternidade,
o estudo, a meditação, a contemplação,
o canto, a oração, etc... Quando numa cidade tiver quatro
Casas e mais uma Casa coordenadora, em tão teremos um Colégio.
Quando uma cidade tiver quatro Colégios e um Colégio
coordenador, então teremos um Colegiado e este já poderá ter
um “Centro de Estudo e de Silêncio”. Poderá ser
um Espaço de Retiro, de Acolhimento, de Estudos, de Organização
de Eventos, de Congresso, etc... Então, neste momento, o C.I.T. é uma
utopia, é algo que está
se desenvolvendo! No Brasil já temos uma casa em Brasília
e já temos 33 terapeutas na América do Sul. |

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E
o que é “ser acolhido”?
Uma Casa, com quatro terapeutas mais um
terapeuta acompanhante; cinco terapeutas estarão num evento
intimo, que não é aberto, com uma
ética, que apenas a casa terá o conhecimento desse
acolhimento, não é divulgado por que
é preciso que haja uma ética de respeito, e, o aspirante,
primeiro, ritualisticamente vai ser introduzido na casa, o acompanhante
vai dizer o que é o C.I.T. e o que são as Dez Orientações
Maiores, no ponto de vista ritualístico e depois passar
a palavra para o Terapeuta Acompanhante que vai dirigir a Casa
durante um tempo que pode variar de 20 minutos ou 1 hora, ou mais.
Depois o terapeuta aspirante vai ser convidado a se retirar para
refletir sobre o seu desejo e a Casa vai deliberar se o terapeuta
aspirante está pronto para ser acolhido ou não. Se
estiver pronto, esse terapeuta voltará e através
de um ritual muito simples e de muito amor, receberá um
manto que lembra que nos seus momentos de intimidade da meditação,
ele se envolve nesse manto, e se lembra de que não está só!
Esse manto representa a linhagem dos Terapeutas! E eu gosto de
interpretar o que é
também um mantra, quando você se volta para a sua
meditação diária, é para você continuar
e cultivar essa presença, essa linhagem e que quando você estiver
atuando, não
é só você que vai estar atuando: haverá
essa egrégora que vai estar te acompanhando. Então,
é dessa forma, que Jean-Yves Leloup traz dois pontos dos
Terapeutas de Alexandria para o mundo contemporâneo, para
a nossa atual Alexandria. Esta é uma breve forma de explicar
o que é o C.I.T.
O C.I.T. está em construção;
é uma obra em construção!
Roberto Crema
Por ocaisão do Seminário Síntese
Transacional e Ecologia do Ser, ocorrido no núcleo São
José dos Campos, com as turmas FHB II e III em 06/09/2003
Aloha!
| A |
vem
da própria palavra "Aloha", que significa
de forma ampla, bem-vindo; o que é meu, também
é seu, compartilhemos juntos; |
| L |
vem da palavra
"Lokomaikaii", que significa que o que eu digo vem
do fundo do meu coração, banhado em boas intenções; |
| O |
vem da palavra
"Oluolu", significa felicidade. Ser feliz
é parte de nossa herança; |
| H |
vem da palavra
"Haahaa" significando modéstia e submissão.
Nós lhe demos boas vindas e fazemos coisas para vocês,
porque nos sentimos felizes tendo humildade em lhe servir; |
| A |
vem da palavra,
também hawaiana, "A-a-kamaka", que significa
que nossos olhos estão abertos, mas nossos lábios
fechados. Se você nos tirar alguma coisa, não
falaremos nada, mas saberemos o que está se passando. |
|