Essa é a pergunta que se faz nos jornais, rádios, televisão em toda a mídia. É não paira nenhuma dúvida de quem são os culpados. Todos Dizem: foi o pai de Isabela e a madastra que mataram a criança, mas qual teria sido o motivo: ódio, vingança, delírio, um processo psicótico, mas essas indagações não respondem a verdadeira origem do real motivo, pois quem realmente matou Isabel foi todos nós. Vou tentar explicar isso:
Será que um pai no seu estado de sanidade, paz, sem conflitos internos, vivendo toda a integridade do ser seria capaz de cometer tamanha barbárie. O homem vive sendo guiado por uma mente normótica, em que se observa o conceito de felicidade ditado pela sociedade consumista, se eu tiver aquele carro, seu eu tiver aquela casa, se em tiver aquele emprego, por isso, muitos dos conflitos existenciais são criados por uma mente escravizada pela mídia. O homem precisa olhar para dentro dele no mais intimo do seu ser e não permitir que seja um escravo de uma sociedade programada para a mediocridade. Como no filme Matriz quando o telefone toca, e Neo atende para fazer a viagem; será que você esta preparado para fazer a viagem, sei que nem todos estão, e esse texto só pode atingir aqueles que estão prontos.
Olhar para dentro do ser não é algo fácil, pois o homem terá que se libertar dos conflitos existenciais que são criados por uma mente que procura-la guia-lo pelos scripts já pré-estabelecidos e que não permitem que ela pare para pensar, mas não pensar com uma mente poluída e corrompida, mas lutar no seu intimo para o que o seu verdadeiro eu venha a tona e começa a guiar a sua vida, para que a assim possa viver a experiência da libertação, pois, o homem só é livre quando se libertar dos apegos entende-se por isso por tudo aquilo que gera dependência seja, sexo, dinheiro, cultura, esportes e o mesmo só estará feliz se estiver nos seus apegos, mas de que viverá homem? Será um robô algo sem vida, sem prazeres. Existe um engano de que esse é o único mundo, estive outro que está bem próximo que também quem já experimentou não quer voltar para a 'vida que todos almejam'.
Entendo também que nenhuma religião, igreja, livro, ensinamento ou outra qualquer fórmula pode salvar o homem, pois qualquer dependência que seja, mesmo a religiosa ela não traz a verdadeira liberdade para o homem, só ele mesmo pode resolver o seu problema olhando para si mesmo.
Na verdade fiz alguns comentários para tentar responder a minha afirmação, pois, quando disse quem foi os verdadeiros culpados da morte da criança, me referi a conectividade quem nós seres humanos temos uns com os outros, pois, não vivemos isolados e uma ação, uma atitude de forma errada no mais escondido lugar do planeta desencandeia um círculo do mal, veja bem quando você chinga o seu vizinho, e por ele ser uma pessoa que não gosta de revidar fica com aquilo guardado alimentado uma mente que é guiada por uma sociedade que já possui o seu script, e então começa a repassar para os filhos, para esposa esse ódio guardado por um simples xingamento, e assim esses repassariam para os amigos, professores e assim sucessivamente numa cadeia sem fim e sem proporção dos resultados alcançados. Mas o que na verdade quero dizer e que esse exemplo citado é muito simplório, imagine todos os conflitos existenciais dadas às devidas proporções se espalhando pelo mundo afora, que bomba.
Essa questão de procurar resolver o problema de forma simplória e própria desta sociedade: foi o pai e a madastra. Logo serão presos e condenados, todos estarão em suas casas com a alma lavada pela justiça alcançada. Pode-se fazer a pergunta: o problema foi resolvido, a resposta é não, porque a humanidade procura resolver de forma simplória, logo aparecerão outras Isabela, João, Pedro, Maria, porque a sociedade vive em conflito por causa da falta de conhecimento de si mesmo, porque vive guiada pelas suas dependências. Se lembre na cadeia da conectividade humana, um simples gesto seu pode desencadear na morte de alguëm, por isso vamos procurar nos libertar da sociedade que dita os conceitos de felicidades e vamos buscar nós mesmos o nosso caminho.
Sérgio Luiz Pedrosa Silva
Natal, 20 de Abril de 2008, Sérgio Luiz Pedrosa Silva
sergiopedrosa@uern.br
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