Os verdadeiros donos do mundo já não são
os governos, mas sim, os dirigentes dos grupos multinacionais
financeiros e industriais internacionais (FMI, Banco Mundial,
OCDE, OMC, bancos centrais). Além do mais, estes
dirigentes não são eleitos, apesar do impacto
de suas decisões sobre a vida dos povos.
O poder destas organizações se exerce sobre
uma dimensão planetária, sendo que o poder
dos Estados está limitado a uma dimensão
nacional.
Por outro lado, o peso e a influência das empresas
multinacionais no fluxo financeiro já superou ao
dos estados há muito tempo.
A dimensão multinacional, mais rica que os estados,
também principais fontes de financiamento dos partido
políticos de todas as tendências e na maioria
dos paises, estas organizações, de fato,
estão por cima das leis e do próprio poder
político, por cima da democracia.
Eis aqui uma lista das cifras de impressos de algumas
multinacionais, comparadas com o PIB – Produto Interno Bruto de diferentes
Estados. Esta lista é o suficientemente ilustrativa
sobre o poder planetário que estas empresas estão
adquirindo.
Um poder sempre mais desmesurado pelo fenômeno
de aceleração das fusões multinacionais.
Cifras
de ingressos o PIB, em milhões de Dólares
Americanos
General Motors |
178,2 |
|
Singapura |
96,3 |
Dinamarca |
161,1 |
|
Toyota |
95,2 |
Tailândia |
157,3 |
|
Israel |
92 |
Ford |
153,5 |
|
General Electric |
90,8 |
Noruega |
153,4 |
|
Filipinas |
83,1 |
Mitsui & Co |
142,8 |
|
IBM |
78,5 |
Polônia |
135,7 |
|
NTT |
77 |
África do Sul |
129,1 |
|
Axa - UAP |
76,9 |
Mitsubishi |
129 |
|
Egito |
75,2 |
Royal Dutch Shell |
128,1 |
|
Chile |
74,3 |
Itoshu |
126,7 |
|
Irlanda |
72 |
Arábia Saudita |
125,3 |
|
Daimler-Benz |
71,5 |
Exxon (Esso) |
122,4 |
|
British Petroleum |
71,2 |
Wall Mart |
119,3 |
|
Venezuela |
67,3 |
Ford |
100,1 |
|
Grupo Volkswagen |
65,3 |
Grécia |
119,1 |
|
Nova Zelândia |
65 |
Finlândia |
116,2 |
|
Unilever |
43,7 |
Marubeni |
11,2 |
|
Paquistão |
41,9 |
Sumimoto |
109,3 |
|
Nestlé |
38,4 |
Malásia |
97,5 |
|
Sony |
34,4 |
Portugal |
97,4 |
|
Nigéria |
29,6 |
Ensemble des 5 plus grandes firmes |
526,1 |
|
Asie du Sud |
297,4 |
Proche-Orient et Afrique du Nord |
454,5 |
|
Afrique Sub-Saharienne |
269,9 |
Cifras de 1999, exceto cifras em itálico
que são de 1992
Fontes: Banco Mundial (World Development Report 1998-1999),
Forbes, The Nation, Institut de recherche des Nations Unies
pour le développement social (States of Disarry,
Ginebra, 1995), Courrier
International, Le
Monde Diplomatique
2
O Empecilho democrático
A democracia tem deixado de ser uma realidade.
Os
responsáveis pelas organizações
que exercem o verdadeiro poder não são eleitos,
e o público não está informado de
suas decisões.
A margem de ação dos estados é cada
vez mais reduzido pelos acordos econômicos internacionais
sobre os quais os cidadãos não tem sido consultados,
nem informados.
Todos os tratados elaborados nestes últimos cinco
anos (GATT, OMC, AMI,
NTM, NAFTA) possuem como objetivo final: a transferência
do poder dos estados para as organizações
não-eleitas, sobre o processo chamado de “globalização”.
Uma suspensão proclamada da democracia haveria provocado
uma revolução. E por isso, foi decidido manter
uma democracia de fachada ilusória, e de transferir
o real poder para novos centros.
Os cidadãos continuam a votar, porém, seu
voto tem sido esvaziado de todo conteúdo real. Eles
votam por políticos que não possuem real
poder.
É por que já não
há nada que decidir que os programas
políticos de “direita” e de “esquerda” tem
chegado a parecer ou assemelhar-se em todos os países
ocidentais.
Para resumir, não temos a eleição
do prato, porém, temos a eleição da
salada. O prato se chama “nova escravidão”,
com salada de direita apimentada ou salada de esquerda
agridoce.
3
O desaparecimento da informação
Desde o principio dos
anos 90, a informação
tem desaparecido progressivamente dos
meios de comunicação
destinados ao público em geral.
Igualmente
como as eleições, os
noticiários
televisivos continuam a existir, porém, eles tem
sido esvaziados de todo conteúdo.
Um noticiário de televisão
contém
no máximo 2 a 3 minutos de informação
verdadeira. O resto está constituído de temas “tipo
revistas”, reportagens anedóticas, fatos diversos
e reality-shows sobre a vida cotidiana.
As analises periódicas
e especializadas, assim como as emissões de informações
tem sido praticamente suprimidos.
A informação tem sido reduzida
desde a imprensa escrita, lida por uma minoria de pessoas.
O desaparecimento da informação é um
sintoma palpável de que nosso regime político
tem mudado de natureza.
4
Estratégias e objetivos para controlar o
mundo
Os responsáveis do poder econômico
provem, quase todos, do mesmo mundo, dos mesmos ambientes
sociais. Eles se conhecem, se encontram e compartilham
dos mesmos pontos de vista e dos mesmos interesses.
Eles compartilham de forma totalmente
natural da mesma visão do mundo ideal para o futuro.
É por isso “natural” que eles se coloquem de acordo sobre
uma estratégia sincronizando suas respectivas ações e
objetivos comuns, induzindo, por vez, a situações econômicas
favoráveis para a realização de seus
objetivos, a saber:
- Debilitamento dos governos, Desregulação,
Privatização dos Serviços Públicos.
- Desvinculação total do estado com a economia,
incluindo os setores de educação, a investigação,
e a longo prazo desvinculação com a policia
e as forças armadas, destinadas a converter-se
em setores lucrativos para as empresas privadas.
- Precarização dos empregos e mantenimento
do nível de desemprego elevado, graças
as relocalizações e globalização
do mercado de trabalho. Isto acrescenta a pressão
econômica sobre os trabalhadores assalariados,
que estão também dispostos a aceitar qualquer
salário ou condições de trabalho.
- Redução das ajudas sociais, para incrementar
a motivação dos desempregados para aceitarem
qualquer trabalho e qualquer nível salarial. Demasiadas
ajudas sociais elevadas impelem ao desempregado para
fazer pressão eficaz sobre o mercado de trabalho.
- Impedir o aumento de reivindicações salariais
nos paises do Terceiro Mundo, mantendo regimes totalitários
e corruptos. Se os trabalhadores do Terceiro Mundo forem
melhor remunerados, isso quebraria o principio mesmo
das relocalizações e da força que
elas exercem sobre o mercado de trabalho e sobre a sociedade
nos paises desenvolvidos. Isto é, então,
um aspecto ou chave estratégica essencial que
deve ser preservada a qualquer preço. A famosa “crise
asiática” de 1998 foi provocada com o objetivo
de preservar e proteger esta chave.
5
Os atributos do poder.
As organizações multinacionais privadas se
dotam progressivamente de todos os atributos e poder dos
estados: redes de comunicação, satélites(1),
serviços de informação, base de dados
pessoais, instituições judiciais (estabelecidas
pela OMC e o AMI, acordos graças aos quais uma multinacional
poderá demandar a um estado perante uma corte de
justiça internacional especial.
A etapa seguinte e última para estas organizações
será a de obter um poder militar e policial que
corresponda a seu novo poderio, criando suas próprias
forças armadas, posto que as forças armadas
e policiais nacionais não estão adaptadas
para a defesa de seus interesses no mundo.
A longo prazo, as forças armadas
estão chamadas
a ser ou se converter em empresas privadas, prestadoras
de serviços, trabalhando mediante contratos com
os estados, e igual a qualquer cliente capaz de pagar pelos
seus serviços. Porém, a última etapa
deste plano, são as forças armadas privadas
que servirão aos interesses de grandes empresas
multinacionais, e atacaram os estados que não queiram
submeter-se as regras da nova ordem econômica.
No
entanto, este papel é assumido pelas forças
armadas dos Estados Unidos, o país melhor controlado
pelas empresas multinacionais.
(1) No transcurso dos próximos cinco anos, a Microsoft
lançara 288 satélites de comunicação
que constituirão a rede TELEDESIC. Outras empresas
multinacionais se alistam para criar redes de satélites
de comunicação similares. Satélites
de observação privados já se encontram
em órbita. Duas sociedades comercializam imagens
de alta resolução de qualquer lugar do planeta
suscetíveis de interessar aos compradores.
(2) Numerosas empresas criadas nestes últimos anos
(principalmente nos Estados Unidos) estão especializadas
na compilação de informações
sobre as pessoas, oficialmente para fins comerciais. Porém,
estas bases de dados privados começam a reunir milhões
de perfis individuais preciosos de consumidores distribuídos
no conjunto dos países ocidentais. A informação
contida nestas bases de dados pessoais é vendida
a qualquer um que as deseja comprar.
6
A verdadeira realidade do dinheiro
Hoje em dia, o dinheiro é essencialmente
virtual. Tem por realidade uma seqüência de
0 e 1 nos computadores dos bancos. A maioria do comércio
mundial se desenvolve sem papel-moeda, e somente 10% das
transações
financeiras cotidianas correspondem a intercâmbios
econômicos no “mundo real”.
Os mercados
financeiros constituem, eles mesmos, um sistema de criação
de dinheiro virtual, de lucro baseado na geração
de riqueza real. Graças
ao jogo dos mercados financeiros (que permitem transformar
em utilidades as oscilações das taxas de
cambio), os investidores mais ágeis podem ser declarados
mais ricos, por uma simples circulação elétrica
nos computadores. Esta criação de dinheiro
sem a criação de riquezas econômicas
corresponde a definição da criação
artificial de dinheiro. O que a lei proíbe aos falsificadores
de dinheiro, a ortodoxia econômica liberal proíbe
aos estados, é possível, permitido e legal
para um numero restringido de beneficiários.
Se
queremos compreender o que é realmente o dinheiro
e ao que serve, é suficiente intervir ao velho dito
popular:: “ o tempo é dinheiro”.
O dinheiro é tempo
O dinheiro é o que permite comprar o tempo dos
outros, o tempo que tem sido necessário para produzir
os produtos e serviços consumidos.
O dinheiro, o tempo e os escravos -
Tecnicamente, o dinheiro é uma unidade de cálculo
intermediário para intercambiar tempo contra tempo,
sem que o tempo de uns e de outros possam ser comparados
diretamente. Porque cada conversão de dinheiro e
o tempo se fazem sobre a base de uma estimativa subjetiva,
que varia segundo a relação de força
econômica e de informação entre o comprador
e o vendedor.
Na prática, esta relação
de força é sempre
desfavorável ao consumidor assalariado.
Quando um
individuo médio compra um produto, ele
paga o tempo que foi necessário para fabricar este
produto a um preço muito mais elevado que o salário
cobrado que corresponde a uma fração equivalente
a seu próprio tempo.
Por exemplo, se um produto é produzido
em 2 horas por 20 assalariados (incluindo o tempo dos assalariados
dedicados a sua comercialização e o trabalho
dos equipamentos utilizados), o salário de cada
assalariado por essas 2 horas deveria ser igual a 1/20
do preço do produto, quer dizer 500 $us (ou Euros)
se o produto vale 10.000 $us (ou Euros). O que faz um salário
horário teórico de 250 $us (ou Euros). Para
a maioria dos assalariados, estamos longe dessa situação.
Quando
um assalariado ocidental dá 10 horas de seu
tempo, ele recebe somente o equivalente a 1 hora. Para
um assalariado do Terceiro Mundo, a relação
cai a 1.000 horas contra uma.
Os beneficiários do
tempo roubado dos assalariados são as empresas,
porém, também, os
estados desde o momento em que deduzem impostos e taxas
que não são utilizados no interesse geral.
Este sistema é a versão moderna
da escravatura.
7
O ponto irreversível e de inflexão
ecológica
está a ponto de ser franqueado
É evidente que começamos
a nos enfrentar aos limites ecológicos
da atividade econômica.
Um sistema econômico
liberal, cujo objetivo é a
busca de lucro a curto prazo por interesses particulares,
não leva em conta os custos a longo prazo da degradação
do meio ambiente.
Os modelos econômicos atuais são
igualmente inaptos para estimar a um justo valor a “produção” da
natureza, indispensável para a nossa sobrevivência:
produção de oxigênio, fixação
de gás carbônico pelos bosques e oceanos,
regulação da temperatura, proteção
contra os raios solares, reciclagem química, repartição
das chuvas, produção de água potável,
produção de alimentos, etc.
Se nossos modelos
econômicos integrassem o custo
real da destruição da natureza, da contaminação,
das modificações climáticas, isto
modificaria radicalmente nossa estimativa do que é “rentável” e
do que não é.
- A produção da natureza tem sido avaliada
em 55.000 Milhões de dólares por ano por
um grupo de cientistas do Institute for Ecological Economics
de la Universidad de Maryland en 1997.
8
A destruição da natureza é intencional
O desaparecimento da natureza é inevitável,
porque é desejado pelo novo poder econômico.
Porque?
Por 3 razões:
- O desaparecimento da natureza e o aumento da contaminação
vão converter aos indivíduos ainda mais
dependentes do sistema econômico para a sua própria
sobrevivência, e vão permitir a geração
de novas formas de lucro (particularmente com o consumo
crescente de medicamentos e serviços médicos...).
- Além do mais, a natureza constitui uma referencia
de outra ordem, a do universo. A contemplação
da beleza e da perfeição desta ordem é considerada
subversiva: ela encaminha o individuo a recusar a fealdade
das zonas urbanizadas, e a duvidar da ordem social que
deve permanecer como sua única referencia. A urbanização
do meio ambiente permite alocar as populações
num espaço totalmente controlado, e onde o individuo
está totalmente imerso numa proteção
de ordem social.
- Em fim, a contemplação da natureza incita
ao sonho e intensifica a vida interior dos indivíduos,
desenvolvendo sua própria sensibilidade, assim
como seu livre arbítrio.
Eles deixam então de estar fascinados pelas mercadorias,
e se desvia dos programas de televisão destinados
a idiotizar e a controlar sua mente e espírito.
Liberado de suas cadeias, os indivíduos começam
a imaginar outra sociedade alternativa, fundada sobre
outros valores que não sejam o lucro e o dinheiro.
Tudo o que pode levar os indivíduos a pensar e
a sobreviver por eles mesmos é potencialmente subversivo.
O perigo maior para a ordem social é a espiritualidade
porque isso encaminha o individuo a comover seu sistema
de valores e então, seu comportamento, em detrimento
de seus valores e comportamentos precedentemente implantados
pelo condicionamento social. Para a estabilidade da “nova
ordem social”, tudo o que pode estimular seu despertar
espiritual deve ser eliminado.
9
As alternativas de última hora
Para
não serem excluídos definitivamente
do jogo, os contra-poderes ao poder econômico (sindicatos,
associações de consumidores, movimentos ecológicos)
devem responder sobre o mesmo nível de organização,
a nível mundial e não em nível nacional,
unificando e sincronizando suas ações, a
escala de grupos de estados influentes que possuem peso
suficiente nos fluxos econômicos mundiais.
Lhes resta
pouco tempo para reagir, por que todos os elementos o instrumentos
de controle necessários a uma futura
ditadura mundial tem sido implementados sendo totalmente
operativos.
10
2000 anos de historia
No
percurso destes últimos milênios, a civilização
haverá passado
por quatro eras sucessivas marcando quatro formas de poder político:
- A era das tribos - Poder
exercido segundo a força (e menos sobre a base
da sabedoria e o cohecimento. Como nos grupos de animais,
o poder é exercido pelo "macho dominante".
- A era dos impérios e dos reinos
- Poder hereditário. Nascimento
da noção de estado.
- A era dos estados-nações
- Era aberta pela monarquia parlamentaria
na Grã Bretanha em 1689, pela revolução
francesa em 1789, e pela fundação dos
Estados Unidos. Num estado-nação, o
poder não é mais hereditário,
porém, exercido por dirigentes que supostamente
representam o povo, e designados mediante eleições
(estado-nação democrático),
ou pelo sistema de cooptação no senso
de um partido único (estado-nação
totalitário).
- A era dos conglomerados
econômicos
- Era inicializada a partir de 1954,
colocada em prática no percurso dos anos 70
e 80 e plenamente operacional desde os anos 90.
O poder já não é de tipo representativo
ou eletivo, e não está localizado geograficamente
(contrariamente as tribos, aos reinos e aos estados-nanções).
É exercido diretamente por aqueles que controlam
o sistema financeiro e a produção mercancias.
Os instrumentos deste poder são
o controle da tecnologia, da energia, da moeda, e da informação.
Como todo novo poder, este se firma sobrepondo-se ao poder
precedente, condenado a desaparecer. Enfim, este novo poder é global,
mundial e planetário.
Não possui alternativa nem escapatória. Constitui
um novo nível
de organização da civilização,
uma espécie
de super-organismo.
Os grandes problemas ecológicos,
econômicos
e sociais tem se convertido em planetários, e sua
resolução passa efetivamente pelo surgimento
de uma forma de poder global. Assim mesmo, a unificação
do mundo pela economia e o declive dos estados-nações
tem sido decidido em parte por uma nobre causa: tornar
impossível uma nova guerra mundial, a qual, na era
atômica, significaria o fim da civilização.
Porém,
a pergunta é saber a serviço
de que objetivos e de que interesses este poder global
deve ser, ou por quem deve ser exercido, e por quais contra-poderes
deve ser controlado e equilibrado.
A mundialização
(ou “globalização”)
não é negativa em si mesma.
Potencialmente,
pode permitir o estabelecimento de uma paz mundial duradoura
e uma melhor gestão dos recursos.
Porém, se segue sendo organizada para o beneficio
de uma elite e se ela conserva sua orientação
neo-liberal atual, ela não tardará em engendrar
um novo tipo de autoritarismo, a conversão dos seres
vivos em mercancias, a destruição total da
natureza, e das formas inéditas de escravidão.
© Sylvain
Timsit
Para meditar...
Segundo
Informe do Programa das Nações Unidas para
o Desenvolvimento (PNUD):
- As 3 pessoas mais ricas do mundo são tão
ricas como os 48 países mais pobres.
- A riqueza das 84 pessoas mais ricas do mundo supera
o produto interno bruto da China com seus 1,2 Milhões
de habitantes.
- As 225 pessoas mais ricas dispõe de uma fortuna
equivalente ao ingresso anual acumulado de 47% do total
de indivíduos mais pobres do planeta, quer dizer
mais de 3 Milhões de pessoas.
- Segundo o mesmo órgão das Nações
Unidas, seria suficiente menos de 4% da riqueza acumulada
destas 225 maiores fortunas mundiais (avaliado em mais
de 1.000 Bilhão de dólares) para dar a
toda a população do planeta aceso as necessidades
básicas e aceso aos serviços elementais:
saúde, educação, alimentação.
Outras:
- 122 empresas estão na origem de 80% de todas
as emissões de dióxido de carbono.
- Para sua fabricação, um Iate de luxo
requer 200.000 horas de trabalho, quer dizer 96 anos
de trabalho de uma pessoa (8 horas por dia, 5 dias por
semana). Assim, então, com o que ganha em uns
quantos dias; um milionário pode apropriar-se
da vida inteira de outro ser humano humano.
- Nos Estados Unidos, os 100 mais importantes chefes
de empresa (Gerentes) ganham cada um uma média
1000 vezes mais que seus empregados "ordinários"
- A fortuna pessoal de Bill Gates é igual a fortuna
acumulada de 106 milhões de americanos mais pobres...
- Em 2002, George W. Bush decidiu um aumento dos gastos
militares de 40 Milhões de dólares. Somente
este aumento representa exatamente aa quantidade de dinheiro
necessário para resolver definitivamente o problema
de fome no mundo. (segundo estimativas da ONU)
|